Assim tem vivido,
Sendo e não sendo,
A dama de negro.

 

Ali jaz.
Embebida num cálice negro,
No covil da minh’alma,
A dama de negro jaz.

Sombra que vagueia e ninguém vê,
Rasteja nos cubículos internos,
Silenciosamente existindo,
Só eu a vejo.

 

Advertisements