Pobres sonhos

Pobres sonhos,
Dei-lhes casa para viver,
Mas não os quis ouvir
Quando via os seus lábios a mexer.
Contemplei a pintura da tela mental,
Mas quando abri a porta ao mundo,
Nunca soube que cores usar.

Pobres sonhos,
Tudo me contaram,
E perdi-me na bela voz que narrava.
Ficar somente sentada,
Permanecer no vazio do nada.
Só é nada porque eu o tornei
Em nada.

Os meus pobres sonhos,
Tornaram-se pesos mortos que assassinei.
Porquê carregá-los,
Quando me diziam
Que queriam andar sozinhos?

Os meus pobres sonhos,
Quando me levanto
Para se levantarem comigo?

 

Escrito a 23 de Janeiro de 2014

De: Metaforicamente e outros poemas

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s