Vazia

Vazia,
Como sem entranhas.
Todos os órgãos extraídos de mim,
Oco cá dentro,
Pele mole, morta.


Um forro de carne
Sem vísceras que a nutram.
F-i-s-i-o-l-o-g-i-c-a-m-e-n-t-e
Seria eu,
Seria assim.

Vazia,
Se este vazio agoniante
Se expressasse fisicamente,
Eu estaria… sem entranhas.
De tanto sentir, já não sinto.
Sinto que não sinto,
E assim já estou a sentir…
E a mim minto.

 

Escrito em 2008

De: Metaforicamente e outros poemas

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