O que sobrou de mim

O que sobrou de mim
Se não esta voz interna
Que continua a falar-me,
A cada manhã, para acordar?

E mesmo com a espada a dilacerar-me o corpo,
Coloco uma perna, depois outra, no chão frio,
E sou alguém em mais um dia qualquer.

O que sobrou de mim,
Senão a minha voz?
A essência que não posso cortar do peito.

O que sobra de mim, salvo quem sou,
Porque o sonho que sempre esteve
Sempre estará.

Traí-me,
Quando fingi não me ouvir,
Cada vez que a minha voz
Cantava-me nos sonhos…

 

Escrito em 2014

De: Metaforicamente e outros poemas

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