Dormir demasiado

Dormir demasiado,
Cabeça repousada no seio do desgosto,
Toda a vida que me pinta o rosto.
Linha leve entre sonhar e fantasiar,
Estar ou deixar-me estar,
Durmo demasiado.


Abraço o berço que me beija as ideias,
Dormir penetra nas minhas veias.
O tempo é aquele inimigo
De severas rugas e casaco antigo,
Atropela-me sem me despertar,
Durmo sem parar.
O tempo torna-se intemporal,
Estende-se o sonho e tudo vale.
E continuo eu
Dormindo demasiado.

 

Escrito em 2014

De: Metaforicamente e outros poemas

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s