Ouvindo Orphaned Land

Os Orphaned Land são uma banda proveniente de Israel formada em meados de 1991. Combinam progressive metal, middle eastern folk, death metal e doom metal (nos primeiros álbuns). Esta fusão de estilos de metal com o folk árabe, bem como as melodias que escrevem, dá-lhes um toque especial. Esta banda sobressaiu da cena underground de metal do médio oriente, e os meus ouvidos compreendem porquê. Os Orphaned Land chegaram até mim – quer dizer, eu cheguei até eles – quando me interessei por folk metal e pesquisava bandas do estilo. Logo me saltou à vista uma banda que fundia o metal com a música árabe, já que eram (são) duas “culturas” que eu gostava (gosto). Quando ouvi esta fusão de heavy metal com a arte árabe, as lágrimas quase caíram, e eu soube que esta banda era “feita” para mim.

O primeiro álbum que ouvi foi “Sahara (1994)”. Este álbum abre em grande com a música “The Sahara’s Storm”, uma das minhas músicas progressivas favoritas ainda hoje, e segue em igual qualidade com as músicas “Blessed Be Thy Hate”, “Ornaments of Gold”, “Aldiar Al Mukadisa (Holy Land)”. Neste álbum pode-se ouvir middle eastern folk, death metal, doom metal e algum progressive metal (acho que sempre tiveram tendência para o progressivo).


Depois ouvi o álbum “Mabool: The Story of Three Sons of Seven (2004)”, considerado a obra-prima da banda. De facto é um álbum fantástico, bem mais progressive metal e menos dark e extremo que os anteriores. “Mabool” é para ouvir do princípio ao fim, e chorar por mais. Talvez uma levada de ar fresco para o progressive metal, já que não conheço muitas bandas deste estilo que usem o folk árabe, marca registada desta banda. Destaque para todas as músicas, incluindo a bela “The Storm Still Rages Inside”. Saliento também a diversidade vocal: voz masculina, voz feminina, voz gutural e corais.

Chegámos ao ano 2010 e a banda lançou “The Never Ending Way of ORWarriOR“. Ouvindo pouco a pouco, o álbum cresceu dentro de mim. Então não houve álbum que mais ouvisse durante esse ano. E é de salientar que muitas das minhas bandas favoritas lançaram álbuns também nesse ano, mas Orphaned Land conseguiu ultrapassar todos (inclusive Iron Maiden). Este álbum leva-me às lágrimas. Não destaco faixas porque gosto de ouvi-lo como um todo, não quero parti-lo aos pedaços.

Com a paixão pela banda a aumentar, com certeza houve tempo e motivação para ouvir mais atentamente “El Norra Alila (1996)”, o segundo álbum da banda, o qual nunca ouvi tanto quanto os outros. Depois de ouvi-lo com ouvidos de escutar, também gostei bastante dele – mas o gosto pela banda e o seu estilo já estava instalado, não é? Destaque para as músicas “Find Yourself, Discover God”, “The Truth Within”, “A Neverending Way”, “Flawless Belief” e “Whisper My Name When You Dream”. A diferença é notável. Hoje Orphaned Land é uma banda mais progressiva, enquanto que nos seus dois primeiros álbuns recorriam mais ao metal extremo.

O mais recente trabalho é “All is One (2013)”, onde mantêm a sinfonia, a arte do médio oriente e o metal progressivo aliados. Confesso que não superou o meu favorito “The Never Ending Way of ORWarrior (2010)”, mas continua a ser um bom álbum para os apreciadores do seu estilo.

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